Em um dos roubos, um criminoso armado disparou contra o carro em que estavam. A bala atingiu de raspão o queixo de Andréa. Ela contou que, graças a um movimento que fez com a cabeça, o ferimento não foi maior.
— Pisei e acelerei o carro. O cara já vinha na minha direção falando 'perdeu, perdeu' e atirou. Coloquei a minha cabeça pra trás, a bala bateu no meu queixo e desviou. Foi se alojar na porta.
Castrinho, que estava no banco do carona no momento do assalto, assumiu a direção do veículo e correu para o Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, onde a mulher foi atendida. Os exames apontaram que a lesão no queixo foi superficial.
Cerca de duas horas antes de ser baleada, Andréa já tinha escapado de um outro assalto. Ela contou que decidiu acelerar o carro ao ver bandidos armados. Os criminosos também realizaram um disparo, mas a bala atingiu outro veículo, onde estava uma mulher. Andréa afirmou que os ladrões, que pareciam menores de idade, fugiram rápido.
— Olhando pelo retrovisor, eu vi que a bala tinha parado em outro carro. Demos a volta no quarteirão e voltamos, mas os dois menores já tinham se evadido. Esperamos o corpo de bombeiros chegarem para levá-la para hospital. Quando estávamos quase chegando na delegacia para registrar a ocorrência, outros bandidos surgiram, saindo de uma van escolar.
Assista aos relatos de Castrinho e Andréa Guimarães: